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quinta-feira, 3 de março de 2011

"...Diga lá, meu coração
Conte as estórias das pessoas,
Nas estradas dessa vida.
Chore esta saudade estrangulada
Fale, sem você não há mais nada..."Gonzaguinha

terça-feira, 1 de março de 2011


"Tua saudade..Que fosse metade minha..Que me encontrasse, como as horas encontram o dia.." Fernando Aniteli

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ah! Clarice!!!

"Sou acompanhada por órgão e também por flauta doce. A flauta em espiral. Eu sou muito tango também." Clarice Lispector In: Um sopro de vida



"Ah! quem dera a perfeita concordância de mim para comigo..."
Fernando Pessoa

domingo, 27 de fevereiro de 2011


"Os olhos buscavam signos, avisos, o coração resiste (até quando) e o rosto se banha de estrelas dormidas de ontem."Caio Fernando Abreu In: Ovelhas negras

Clariceando

"Mas sei de uma coisa: meu caminho não sou eu, é outro, é os outros. Quando eu puder sentir plenamente o outro estarei salva e pensarei: eis o meu porto de chegada."
Clarice Lispector In: Aprendendo a Viver
"...hoje eu fico com as borboletas. Pela manhã, uma delas, de espécie comum, branca e pequena, entrou pela janela e veio tomar café comigo. Mais propriamente, visitar-me na hora do café. Não pousou na xícara nem nos biscoitos nem na margarina. Limitou-se a a dar uns volteios em torno da mesa e retirou-se, deixando a lembrança agradável de sua visita. Embora cordial, estava apressada. Todas as borboletas são apressadas por natureza. ..."

Carlos Drummond de Andrade. A Visita da Borboleta em: Moça Deitada na Grama

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

mineiridade


Engraçado, a gente daqui está na era do shopping…
Mas quem vem visitar Minas é claro que vai se encantar com as nossas vendas: o fascinante passeio pelos mini-mercadinhos do nosso interior.
Nada mais mineiro e repleto de mineiridade e mineirice do que as nossas vendas.
Nelas a gente entra e demora a sair, encantado com a descoberta diversa: um queijo, um doce, um café… Peneira, bule, sacola, pé-de-moleque, rapadura…
Um desperdício da hora, um perdido e achado… Seu Zé, D. Maria ajudam na dificuldade de saber os detalhes; sabem de cor os preços, medidas e pesos…
E a gente se sente esperto e acha pechinchas e sabores mil…
Eta, Minas… Cada quadra, uma esquina e uma venda…
Riqueza nossa, prazer que se divide…
Uma não é igual à outra, mas são todas das Minas, repetidas na desordem aparente dos arranjos tão certeiros.
Nelas o arroz brilha, o feijão é popudo, o queijo derrete ao olhar, dá vontade de levar até o chinelo, o enfeite, a cesta…
Acabam com o stress, desarmam os afoitos… Nelas não se compra, adivinha-se prazeres e vontades, troca-se mercadorias por notas e moedas, alivia-se da pressa…
Texto de Marina Manzoni

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Clariceando


"A minha vida a mais verdadeira é irreconhecível, extremamente interior e não tem uma só palavra que a signifique.(...)"

Clarice Lispector, in A Hora da Estrela

"Devo esclarecer que, para mim, piscar é uma espécie de vírgula que os olhos fazem quando querem mudar de assunto..."
Caio Fernando Abreu In: Morangos Mofados

Quintanares

Voa um par de andorinhas, fazendo verão.
E vem uma vontade de rasgar velhas cartas,
velhos poemas, velhas contas recebidas.
Vontade de mudar de camisa,
por fora e por dentro... vontade...
Para quê esse pudor de certas palavras?
Vontade de amar, simplesmente.

Mario Quintana
Diálogo

— E você, por que desvia o olhar?

(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarra-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)

— Ah. Porque eu sou tímida."

Rita Apoena

Sutilmente...


"E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe ..."
Samuel Rosa e Nando Reis

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011


"Minha fragilidade não quebra."

[Carpinejar]


"São longuinho, são longuinho, pra onde foi a coragem do meu coração???"

[Teatro Mágico]

Clariceando

"Outra coisa: se tinha alguma dor e se enquanto doía ela olhava os ponteiros do relógio, via então que os minutos contados no relógio iam passando e a dor continuava doendo. Ou senão, mesmo quando não lhe doía nada, se ficasse de fronte do relógio espiando, o que ela não estava sentindo também era maior que os minutos contados no relógio. Agora quando acontecia uma alegria ou uma raiva, corria para o relógio e observava os segundos em vão."
Clarice Lispector In:Perto do Coração Selvagem -

(...) Só agora eu sinto que as minhas asas eram maiores que as dele, e que ele se contentava com ares baixos: eu queria grandes espaços, amplitudes azuis onde meus olhos pudessem se perder e meu corpo pudesse se espojar sem medo nenhum. (...) "
Caio Fernando Abreu In: Limite Branco

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011


"Pensei em repetir palavras mágicas para concentrar energia em cada uma delas, mas nenhuma me ocorreu. Abracadabras, shazams. Talvez não fossem necessárias, porque eu estava carregado de amor por nós todos."Caio Fernando Abreu

"Que o breve seja de um longo pensar.
Que o longo seja de um curto sentir.
Que tudo seja leve de
tal forma que o tempo nunca leve"
Alice Ruiz