Um cadim de tudo que gosto, música, literatura, fotografia e outras coisinhas que me fazem feliz....
quinta-feira, 3 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Ah! Clarice!!!
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Clariceando
"...hoje eu fico com as borboletas. Pela manhã, uma delas, de espécie comum, branca e pequena, entrou pela janela e veio tomar café comigo. Mais propriamente, visitar-me na hora do café. Não pousou na xícara nem nos biscoitos nem na margarina. Limitou-se a a dar uns volteios em torno da mesa e retirou-se, deixando a lembrança agradável de sua visita. Embora cordial, estava apressada. Todas as borboletas são apressadas por natureza. ..."Carlos Drummond de Andrade. A Visita da Borboleta em: Moça Deitada na Grama
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
mineiridade

Engraçado, a gente daqui está na era do shopping…
Mas quem vem visitar Minas é claro que vai se encantar com as nossas vendas: o fascinante passeio pelos mini-mercadinhos do nosso interior.
Nada mais mineiro e repleto de mineiridade e mineirice do que as nossas vendas.
Nelas a gente entra e demora a sair, encantado com a descoberta diversa: um queijo, um doce, um café… Peneira, bule, sacola, pé-de-moleque, rapadura…
Um desperdício da hora, um perdido e achado… Seu Zé, D. Maria ajudam na dificuldade de saber os detalhes; sabem de cor os preços, medidas e pesos…
E a gente se sente esperto e acha pechinchas e sabores mil…
Eta, Minas… Cada quadra, uma esquina e uma venda…
Riqueza nossa, prazer que se divide…
Uma não é igual à outra, mas são todas das Minas, repetidas na desordem aparente dos arranjos tão certeiros.
Nelas o arroz brilha, o feijão é popudo, o queijo derrete ao olhar, dá vontade de levar até o chinelo, o enfeite, a cesta…
Acabam com o stress, desarmam os afoitos… Nelas não se compra, adivinha-se prazeres e vontades, troca-se mercadorias por notas e moedas, alivia-se da pressa…
Texto de Marina Manzoni
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Clariceando
Quintanares
Diálogo— E você, por que desvia o olhar?
(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarra-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)
— Ah. Porque eu sou tímida."
Rita Apoena
Sutilmente...
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Clariceando
"Outra coisa: se tinha alguma dor e se enquanto doía ela olhava os ponteiros do relógio, via então que os minutos contados no relógio iam passando e a dor continuava doendo. Ou senão, mesmo quando não lhe doía nada, se ficasse de fronte do relógio espiando, o que ela não estava sentindo também era maior que os minutos contados no relógio. Agora quando acontecia uma alegria ou uma raiva, corria para o relógio e observava os segundos em vão."Clarice Lispector In:Perto do Coração Selvagem -
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
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