Bambeia... cambaleia... é dura na queda Custa a cair em si... largou a família Bebeu veneno... e vai morrer de rir.
[ Chico Buarque ]
sexta-feira, 1 de março de 2013
terça-feira, 26 de junho de 2012
"Na casa de espelho espalho os meus rostos. E finjo que finjo... Que não sei" Chico Buarque
sábado, 23 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
“Me diz, quem ‘tava no volante do planeta que o meu continente capotou.” –Chico Buarque
“Olhos nos olhos - quero ver o que você faz ao sentir que sem você eu passo bem demais. (...) E tantas águas rolaram, tantos homens me amaram bem mais e melhor que você.” Chico Buarque
sábado, 2 de abril de 2011
"...Uma metade cheia, uma metade vazia. Uma metade tristeza, uma metade alegria. A magia da verdade inteira, todo poderoso amor. A magia da verdade inteira, todo poderoso amor.
É sempre bom lembrar Que um copo vazio Está cheio de ar.
Que roupa você veste, que anéis? Por quem você se troca? Que bicho feroz são seus cabelos Que à noite você solta? De que é que você brinca? Que horas você volta? Seu beijo nos meus olhos, seus pés Que o chão sequer não tocam A seda a roçar no quarto escuro E a réstia sob a porta Onde é que você some? Que horas você volta?
Quem é essa voz? Que assombração Seu corpo carrega? Terá um capuz? Será o ladrão? Que horas você chega?
Me sopre novamente as canções Com que você me engana Que blusa você, com o seu cheiro Deixou na minha cama? Você, quando não dorme Quem é que você chama?
Pra quem você tem olhos azuis E com as manhãs remoça E à noite, pra quem Você é uma luz Debaixo da porta? No sonho de quem Você vai e vem Com os cabelos Que você solta? Que horas, me diga que horas, me diga Que horas você volta?
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
As Vitrines Chico Buarque
Eu te vejo sair por aí Te avisei que a cidade era um vão - Dá tua mão - Olha pra mim - Não faz assim - Não vai lá não
Os letreiros a te colorir Embaraçam a minha visão Eu te vi suspirar de aflição E sair da sessão, frouxa de rir
Já te vejo brincando, gostando de ser Tua sombra a se multiplicar Nos teus olhos também posso ver As vitrines te vendo passar
Na galeria, cada clarão É como um dia depois de outro dia Abrindo um salão Passas em exposição Passas sem ver teu vigia Catando a poesia Que entornas no chão
Eu te vejo sair por aí Te avisei que a cidade era um vão - Dá tua mão - Olha pra mim - Não faz assim - Não vai lá não Os letreiros a te colorir Embaraçam a minha visão Eu te vi suspirar de aflição E sair da sessão, frouxa de rir
Já te vejo brincando, gostando de ser Tua sombra a se multiplicar Nos teus olhos também posso ver As vitrines te vendo passar
Na galeria Cada clarão É como um dia depois de outro dia Abrindo salão Passas em exposição Passas sem ver teu vigia Catando a poesia Que entornas no chão
Chico Buarque
sábado, 19 de junho de 2010
Todo o Sentimento Chico Buarque
Preciso não dormir Até se consumar O tempo da gente. Preciso conduzir Um tempo de te amar, Te amando devagar e urgentemente.
Pretendo descobrir No último momento Um tempo que refaz o que desfez, Que recolhe todo sentimento E bota no corpo uma outra vez.
Prometo te querer Até o amor cair Doente, doente... Prefiro, então, partir A tempo de poder A gente se desvencilhar da gente.
Depois de te perder, Te encontro, com certeza, Talvez num tempo da delicadeza, Onde não diremos nada; Nada aconteceu. Apenas seguirei Como encantado ao lado teu. Salve Chico 66 anos de pura poesia!!!