"O Tempo só anda de ida.
A gente nasce, cresce, envelhece e morre.
Pra não morrer
É só amarrar o Tempo no Poste.
Eis a ciência da poesia:
Amarrar o Tempo no Poste!
dia que a gente estiver com tédio de viver é só desamarrar o Tempo do Poste."
Manoel de Barros
Um cadim de tudo que gosto, música, literatura, fotografia e outras coisinhas que me fazem feliz....
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quinta-feira, 13 de novembro de 2014
sexta-feira, 2 de maio de 2014
domingo, 20 de abril de 2014
domingo, 7 de julho de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
(...)
Se a gente cavar um buraco ao pé da goiabeira do quintal, lá estará um
guri ensaiando subir na goiabeira. Se a gente cavar um buraco ao pé do
galinheiro, lá estará um guri tentando agarrar no rabo de uma lagartixa.
Sou hoje um caçador de achadouros da infância. Vou meio dementado e enxada às costas cavar no meu quintal
vestígios dos meninos que fomos (...)
Manoel de Barros
sábado, 17 de novembro de 2012
domingo, 11 de novembro de 2012
sábado, 20 de outubro de 2012
domingo, 14 de outubro de 2012
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
"No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a
criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona
para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele
delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer
nascimentos-
O verbo tem que pegar delírio."
Manoel de Barros
sábado, 8 de setembro de 2012
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Emas
Elas ficavam flanando, as emas.
Nos pátios da fazenda.
A gente sabia que as emas
comem vidros, latas de sardinha, sabonetes,
cobras, pregos.
Falavam que elas têm moelas de alicate.
Nossa mãe tinha medo que as emas comessem
nossas cobertas de dormir e os vidros de
arnica da avó.
Eu tinha vontade de botar cabresto na ema
e sair pelos campos montado nela.
A gente sabia
que a ema quase voa no correr.
E que quase dobra o vento no correr.
Eu tinha vontade de dobrar o vento no correr.
Manoel Barros,
Ilustrado por Siron Franco
Elas ficavam flanando, as emas.
Nos pátios da fazenda.
A gente sabia que as emas
comem vidros, latas de sardinha, sabonetes,
cobras, pregos.
Falavam que elas têm moelas de alicate.
Nossa mãe tinha medo que as emas comessem
nossas cobertas de dormir e os vidros de
arnica da avó.
Eu tinha vontade de botar cabresto na ema
e sair pelos campos montado nela.
A gente sabia
que a ema quase voa no correr.
E que quase dobra o vento no correr.
Eu tinha vontade de dobrar o vento no correr.
Manoel Barros,
Ilustrado por Siron Franco
terça-feira, 10 de julho de 2012
Concerto à céu aberto...
Quando eu nasci
o silêncio foi aumentado.
Meu pai sempre entendeu
Que eu era torto
Mas sempre me aprumou.
Passei anos me procurando por lugares nenhuns.
Até que não me achei - e fui salvo.
Às vezes caminhava como se fosse um bulbo.
Manoel de Barros In:"Concerto à céu aberto para solos de aves"
Quando eu nasci
o silêncio foi aumentado.
Meu pai sempre entendeu
Que eu era torto
Mas sempre me aprumou.
Passei anos me procurando por lugares nenhuns.
Até que não me achei - e fui salvo.
Às vezes caminhava como se fosse um bulbo.
Manoel de Barros In:"Concerto à céu aberto para solos de aves"
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Concerto à céu aberto...
Quando eu nasci
o silêncio foi aumentado.
Meu pai sempre entendeu
Que eu era torto
Mas sempre me aprumou.
Passei anos me procurando por lugares nenhuns.
Até que não me achei - e fui salvo.
Às vezes caminhava como se fosse um bulbo.
Manoel de Barros
In:"Concerto à céu aberto para solos de aves"

Quando eu nasci
o silêncio foi aumentado.
Meu pai sempre entendeu
Que eu era torto
Mas sempre me aprumou.
Passei anos me procurando por lugares nenhuns.
Até que não me achei - e fui salvo.
Às vezes caminhava como se fosse um bulbo.
Manoel de Barros
In:"Concerto à céu aberto para solos de aves"
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