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Mostrando postagens com marcador Manoel de Barros. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Voa passarinho...

"O Tempo só anda de ida.
A gente nasce, cresce, envelhece e morre.
Pra não morrer
É só amarrar o Tempo no Poste.
Eis a ciência da poesia:
Amarrar o Tempo no Poste!
dia que a gente estiver com tédio de viver é só desamarrar o Tempo do Poste."


 Manoel  de Barros

domingo, 20 de abril de 2014

"O menino tinha no olhar um silêncio de chão
e na sua voz uma candura de fontes."

|Manoel de Barros - Menino do Mato|
"O menino tinha no olhar um silêncio de chão
e na sua voz uma candura de fontes."

 Manoel de Barros in: Menino do Mato

sábado, 18 de maio de 2013

Eu só não queria significar. Porque significar limita a imaginação.
Manoel de Barros

quinta-feira, 18 de abril de 2013

(...) Se a gente cavar um buraco ao pé da goiabeira do quintal, lá estará um guri ensaiando subir na goiabeira. Se a gente cavar um buraco ao pé do galinheiro, lá estará um guri tentando agarrar no rabo de uma lagartixa. Sou hoje um caçador de achadouros da infância. Vou meio dementado e enxada às costas cavar no meu quintal 
vestígios dos meninos que fomos (...)
Manoel de Barros

quarta-feira, 20 de março de 2013

 
 
 
 
"Passava os dias ali, quieto, no meio das coisas miúdas.E me encantei"
Manoel de Barros

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

"Queria que um passarinho escolhesse minha voz para seus CANTOS."

Manoel de Barros

sábado, 17 de novembro de 2012


"Sou um sujeito cheio de recantos.
Os desvãos me constam
Tem hora leio avencas.
Tem hora,Proust.
Ouço aves e Beethovens."
 
Manoel de Barros

domingo, 11 de novembro de 2012



"Tentei descobrir na alma alguma coisa mais profunda do que não saber nada sobre as coisas profundas.Consegui não descobrir."

Manoel de Barros

sábado, 20 de outubro de 2012

Retrato

"Quando menino encompridava rios.
Andava devagar e escuro - meio formado em silêncio.
Queria ser a voz em que uma pedra fale.
Paisagens vadiavam no seu olho.
Seus cantos eram cheios de nascentes.
Pregava-se nas coisas quanto aromas."

Manoel de Barros

domingo, 14 de outubro de 2012

Dentro dos caramujos -
há silêncios
remontados.

Manoel de Barros  in: Tratado geral das grandezas do ínfimo|

sábado, 13 de outubro de 2012

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

"No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a
criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona
para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele
delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer
nascimentos-
O verbo tem que pegar delírio."
Manoel de Barros

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Emas
Elas ficavam flanando, as emas.
Nos pátios da fazenda.
A gente sabia que as emas
comem vidros, latas de sardinha, sabonetes,
cobras, pregos.
Falavam que elas têm moelas de alicate.
Nossa mãe tinha medo que as emas comessem
nossas cobertas de dormir e os vidros de
arnica da avó.
Eu tinha vontade de botar cabresto na ema
e sair pelos campos montado nela.
A gente sabia
que a ema quase voa no correr.
E que quase dobra o vento no correr.
Eu tinha vontade de dobrar o vento no correr.
  Manoel Barros,
Ilustrado por Siron Franco

terça-feira, 10 de julho de 2012

Concerto à céu aberto...


Quando eu nasci
o silêncio foi aumentado.
Meu pai sempre entendeu
Que eu era torto
Mas sempre me aprumou.
Passei anos me procurando por lugares nenhuns.
Até que não me achei - e fui salvo.
Às vezes caminhava como se fosse um bulbo.


Manoel de Barros In:"Concerto à céu aberto para solos de aves"

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

"E agora o que fazer com essa manhã desabrochada a pássaros? A voz de uma passarinho me recita." Manoel de Barros

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Concerto à céu aberto...
Quando eu nasci
o silêncio foi aumentado.
Meu pai sempre entendeu
Que eu era torto
Mas sempre me aprumou.
Passei anos me procurando por lugares nenhuns.
Até que não me achei - e fui salvo.
Às vezes caminhava como se fosse um bulbo.

Manoel de Barros
In:"Concerto à céu aberto para solos de aves"