Um cadim de tudo que gosto, música, literatura, fotografia e outras coisinhas que me fazem feliz....
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domingo, 17 de agosto de 2014
sábado, 19 de abril de 2014
"Desmediocrize sua vida. Procure seus "desaparecidos", resgate afetos. Aprenda com quem tiver algo a e...nsinar, e ensine algo àqueles que estão engessados em suas teses de certo e errado. Troque experiências, troque risadas, troque carícias. Não é preciso chegar num momento-limite para se dar conta disso. O enfrentamento das pequenas mortes que nos acontecem em vida já é o empurrão necessário. Morremos um pouco todos os dias, e todos os dias devemos procurar um final bonito antes de partir. " Martha Medeiros
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
domingo, 11 de agosto de 2013
Mãe é tudo igual, só muda de endereço.
Não concordo 100% com essa afirmação, mas é verdade que nós, mães,
temos lá nossas semelhanças. Basta reunir uma meia-dúzia num recinto
fechado para se comprovar que, quando o assunto é filho, as experiências
são praticamente xerox umas das outras.
Por outro lado, quem
arriscaria dizer que pai é tudo farinha do mesmo saco? Nunca foram
devidamente valorizados, nunca receberam cartilhas de conduta e sempre
passaram longe da santificação. Cada pai foi feito à imagem e semelhança
de si mesmo.
As meninas, assim
que nascem, já são tratadas como pequenas "nossas senhoras" e começam a
ser catequizadas: "Mãe, um dia você vai ser uma". E dá-lhe informação,
incentivo e receitas de como se sair bem no papel. Outro dia, vi uma
menina de não mais de três anos empurrando um carrinho de bebê com uma
boneca dentro. Já era uma mini mãe. Os meninos, ao contrário, só pensam
nisso quando chega a hora, e aí acontece o que se vê: todo pai é fruto
de um delicioso improviso.
Tem pai que é desligado de nascença,
coloca o filho no mundo e acha que o destino pode se encarregar do
resto. Ou é o oposto: completamente ansioso, assim que o bebê nasce já
trata de sumir com as mesas de quinas pontiagudas e de instalar rede em
todas as janelas, e vá convencê-lo de que falta um ano para a criança
começar a caminhar.
Tem pai que solta dinheiro fácil. E pai que
fecha a carteira com cadeado. Tem pai que está sempre em casa, e
outros, nunca. Tem pai que vive rodeado de amigos e pai que não sabe o
que fazer com suas horas de folga. Tem aqueles que participam de todas
as reuniões do colégio e outros que não fazem ideia do nome da
professora. Tem pai que é uma geleia, e uns que a gente nunca viu chorar
na vida. Pai fechado, pai moleque, pai sumido, pai onipresente. Pai que
nos sustenta e pai que é sustentado por nós. Que mora longe, que mora
em outra casa, pai que tem outra família, e pai que não desgruda, não
sai de perto jamais. Tem pai que sabe como gerenciar uma firma,
construir um prédio, consertar o motor de um carro, mas não sabe direito
como ser pai, já que não foi treinado, ninguém lhe deu um manual de
instruções. Ser pai é o legítimo "faça você mesmo".
Alguns
preferem não arriscar e simplesmente obedecem suas mulheres, que têm
mestrado e doutorado no assunto. Mas os que educam e participam da vida
dos filhos a seu modo é que perpetuam o charme desta raça fascinante e
autêntica. Verdade seja dita: há muitas como sua mãe, mas ninguém é como
seu pai.
Martha Medeiros
sexta-feira, 12 de julho de 2013
"Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos." Martha Medeiros
sexta-feira, 21 de junho de 2013
"Achar
é o mais longe que podemos ir nesse universo repleto de segredos,
sussurros, incompreensões, traumas, sombras, urgências, saudades,
desordens emocionais, sentimentos velados, todas essas abstrações que
não podemos tocar, pegar nem compreender com exatidão. Mas nos conforta
achar que sabemos."
Martha Medeiros
Martha Medeiros
sábado, 15 de junho de 2013
sexta-feira, 31 de maio de 2013
terça-feira, 5 de março de 2013
"Se
a vida fosse férias em Paris, perder-se poderia resultar apenas numa
aventura, mesmo com o risco de o avião partir sem nós. Mas a vida não é
férias em Paris, e aí um dia a gente se olha no espelho e enxerga um
rosto envelhecido e amargurado, um rosto de quem não realizou o que
desejava, não alcançou suas metas, perdeu o rumo: não consegue voltar
para o início, para os seus amores, para as suas verdades, para o que
deixou pra trás. Não existe GPS que assegure se estamos no caminho
certo. Só nos resta prestar mais atenção."quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
terça-feira, 18 de setembro de 2012
“Pelo o que me diz respeito
Eu sou feita de dúvidas
O que é torto, o que é direito
Diante da vida
O que é tido como certo, duvido
E não minto pra mim
Vou montada no meu medo
E mesmo que eu caia
Sou cobaia de mim mesma
No amor e na raiva
Vira e mexe me complico
Reciclo, tô farta, tô forte, tô viva
E só morro no fim
E pra quem anda nos trilhos cuidado com o trem
Eu por mim já descarrilho
E não atendo a ninguém
Só me rendo pelo brilho de quem vai fundo
E mergulha com tudo
Pra dentro de si
Lá do alto do telhado pula quem quiser
Só o gato que é gaiato
Cai de pé…”
Eu sou feita de dúvidas
O que é torto, o que é direito
Diante da vida
O que é tido como certo, duvido
E não minto pra mim
Vou montada no meu medo
E mesmo que eu caia
Sou cobaia de mim mesma
No amor e na raiva
Vira e mexe me complico
Reciclo, tô farta, tô forte, tô viva
E só morro no fim
E pra quem anda nos trilhos cuidado com o trem
Eu por mim já descarrilho
E não atendo a ninguém
Só me rendo pelo brilho de quem vai fundo
E mergulha com tudo
Pra dentro de si
Lá do alto do telhado pula quem quiser
Só o gato que é gaiato
Cai de pé…”
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Martha Medeiros |
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
"Não peço que tire os sapatos, ao entrar na
minha casa. Ou seria minha vida? Entenda como quiser. Peço que tire a
máscara e a armadura. Pode deixar ali naquele cantinho, devolvo na
saída. Prometo. E não me venha com silêncios ou imobilidades.
Nada de recuos ou fugas. Apenas entregue-se. Aqui, o durante, é que
importa. O antes e o depois você resolve lá fora, cadeira do analista,
bar com amigos, tanto faz. Aceite as falhas, engula a pressa. E não me
peça para escutar as coisas que você não diz. Não leio mentes, não faço
jogos. Me aceita, me abraça e me recebe. Deixa alguma marca, cria alguma
história. Sou uma mistura de aço e gelo. Adicione um pouco de vodka. E
sirva-se". Martha Medeiros
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
domingo, 26 de agosto de 2012
__Martha Medeiros__
terça-feira, 31 de julho de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
"Quero uma primeira vez outra vez.
Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estréia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meu dias..."
(Martha Medeiros)
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