. Clarice Lispector in De amor e amizade .
Um cadim de tudo que gosto, música, literatura, fotografia e outras coisinhas que me fazem feliz....
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Dos contratempos;
Das minhas insatisfações;
Da minha inércia em relação as coisas
que eu não posso mudar...
Ainda assim, eu consigo ver de forma bem ampliada,
as pequenas coisas boas que a vida reservou pra mim.
E é assim que eu quero viver.
Esta é a vida que eu escolhi pra mim!
Quero de uma forma sublime reduzir os meus problemas, enxergá-los menor, enfraquecê-los diante de tudo aquilo que for bom...
E é isto que faz sentido;
E é só isto que faz tudo valer a pena!
É na corda bamba que eu vou aprendendo como é que se faz!
E eu avanço...
Ana Soares
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Chove. Há Silêncio
Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego...
Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...
Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente...
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Chove. Meu ser (quem sou) renego...
Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...
Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente...
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
domingo, 19 de janeiro de 2014
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Esse jeito de ver além dos olhos, de ouvir além dos ouvidos,
de sentir a textura do sentimento alheio, tão clara, no próprio coração.
Essa sensação, às vezes, de ser estrangeiro e não saber falar o idioma local, de ser meio ET, uma espécie de sobrevivente de uma civilização extinta.
Essa intensidade toda em tempo de ternura minguada.
Esse amor tão vívido em terra em que a maioria parece se assustar mais com o afeto do que com a indelicadeza.
Esse cuidado espontâneo com os outros.
Essa vontade tão pura de que ninguém sofra por nada.
Esse melindre de ferir por saber, com nitidez, como dói ser ferido.
Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia.
- Ana Jácomo
sábado, 14 de dezembro de 2013
“O amor desbasta o ego. Enxuga excessos. Delata as mínguas. Transforma as mágoas. Destrona arrogâncias e idealizações. Desmancha certezas e tece oportunidades. Bagunça a autoimagem todinha, piedade zero, culpa nenhuma. O amor percorre territórios devastados da alma com a calma necessária para reflorestar um a um. Dissolve neblinas. Revela o sol. Destece máscaras. Reinaugura a humildade. Faz ventar. Faz chorar. Faz sorrir. Faz tempestade um monte de vezes pra dizer também céu azul um monte de vezes depois.”
Ana Jácomo
Ana Jácomo
Carta aos Mortos
Amigos, nada mudou
em essência.
Os salários mal dão para os gastos,
as guerras não terminaram
e há vírus novos e terríveis,
embora o avanço da medicina.
Volta e meia um vizinho
tomba morto por questão de amor.
Há filmes interessantes, é verdade,
e como sempre, mulheres portentosas
nos seduzem com suas bocas e pernas,
mas em matéria de amor
não inventamos nenhuma posição nova.
Alguns cosmonautas ficam no espaço
seis meses ou mais, testando a engrenagem
e a solidão.
Em cada olimpíada há récordes previstos
e nos países, avanços e recuos sociais.
Mas nenhum pássaro mudou seu canto
com a modernidade.
Reencenamos as mesmas tragédias gregas,
relemos o Quixote, e a primavera
chega pontualmente cada ano.
Alguns hábitos, rios e florestas
se perderam.
Ninguém mais coloca cadeiras na calçada
ou toma a fresca da tarde,
mas temos máquinas velocíssimas
que nos dispensam de pensar.
Sobre o desaparecimento dos dinossauros
e a formação das galáxias
não avançamos nada.
Roupas vão e voltam com as modas.
Governos fortes caem, outros se levantam,
países se dividem
e as formigas e abelhas continuam
fiéis ao seu trabalho.
Nada mudou em essência.
Cantamos parabéns nas festas,
discutimos futebol na esquina
morremos em estúpidos desastres
e volta e meia
um de nós olha o céu quando estrelado
com o mesmo pasmo das cavernas.
E cada geração , insolente,
continua a achar
que vive no ápice da história.
Affonso Romano de Santana
Amigos, nada mudou
em essência.
Os salários mal dão para os gastos,
as guerras não terminaram
e há vírus novos e terríveis,
embora o avanço da medicina.
Volta e meia um vizinho
tomba morto por questão de amor.
Há filmes interessantes, é verdade,
e como sempre, mulheres portentosas
nos seduzem com suas bocas e pernas,
mas em matéria de amor
não inventamos nenhuma posição nova.
Alguns cosmonautas ficam no espaço
seis meses ou mais, testando a engrenagem
e a solidão.
Em cada olimpíada há récordes previstos
e nos países, avanços e recuos sociais.
Mas nenhum pássaro mudou seu canto
com a modernidade.
Reencenamos as mesmas tragédias gregas,
relemos o Quixote, e a primavera
chega pontualmente cada ano.
Alguns hábitos, rios e florestas
se perderam.
Ninguém mais coloca cadeiras na calçada
ou toma a fresca da tarde,
mas temos máquinas velocíssimas
que nos dispensam de pensar.
Sobre o desaparecimento dos dinossauros
e a formação das galáxias
não avançamos nada.
Roupas vão e voltam com as modas.
Governos fortes caem, outros se levantam,
países se dividem
e as formigas e abelhas continuam
fiéis ao seu trabalho.
Nada mudou em essência.
Cantamos parabéns nas festas,
discutimos futebol na esquina
morremos em estúpidos desastres
e volta e meia
um de nós olha o céu quando estrelado
com o mesmo pasmo das cavernas.
E cada geração , insolente,
continua a achar
que vive no ápice da história.
Affonso Romano de Santana
domingo, 8 de dezembro de 2013
sábado, 7 de dezembro de 2013
"Aperta o meu coração, uma vontade de dizer sem saber se o outro quer ouvir: cuida de você, você pode, você é capaz, não fica aí nesse lugar. Vontade de dizer, compassiva, com empatia, porque eu muitas vezes também fiquei esperando. Até começar a entender que, depois que a gente cresce, a proteção amorosa, o suporte, a delicadeza, precisam começar na nossa relação com nós mesmos… Uma benção receber amor. Mas quando a gente dói, a gente precisa saber formas de cuidar da própria dor com o jeito carinhoso com que gostaríamos de ser cuidados pelos outros, com a delicadeza com que cuidamos de outras pessoas. A gente precisa se ter, antes de tudo. O beijo precisa começar em nós." Ana Jácomo
domingo, 1 de dezembro de 2013
Camila costa
domingo, 24 de novembro de 2013
"As palavras nos dizem: nós temos o mesmo alcance das nossas vontades e a mesma altura das nossas escolhas. Mas não serão pelas palavras que alcançaremos estas verdades; jamais saberemos isso de pronto. Às vezes é preciso conviver por tempos com as nossas dúvidas para podermos caminhar em paz com as nossas certezas. Às vezes é preciso nos perdermos em muitos caminhos para finalmente habitarmos a nossa própria Alma, e assumirmos o nosso próprio destino." Guilherme Antunes
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
"A vida é assim. O aprendizado é na prática. E a regra é simples:
se não posso mudar os fatos, então deixo que os fatos me modifiquem.
Quero o crescimento possível, a travessia que me é proposta.
Porque ficar parado e lamentando a vida que não quero, é um jeito estranho de abandonar
a vida que tanto desejo." [Pe Fábio de Melo]
se não posso mudar os fatos, então deixo que os fatos me modifiquem.
Quero o crescimento possível, a travessia que me é proposta.
Porque ficar parado e lamentando a vida que não quero, é um jeito estranho de abandonar
a vida que tanto desejo." [Pe Fábio de Melo]
sábado, 26 de outubro de 2013
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
sábado, 19 de outubro de 2013
Saravá Poetinha!
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achaste
pelas profunduras da tua existência.
Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?
Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.
Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.
Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.
Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.
Pablo Neruda
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Nesta terça-feira, 15 de outubro, é comemorado o Dia do Professor, em todo o país.
Mas você sabe porque foi escolhida esta data?
Primeiramente, o dia 15 de outubro de 1827 – dia consagrado à educadora Santa Teresa de Ávila – , o então Imperador do Brasil, Dom Pedro I, baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Porém, somente em 1947, 120 anos após o decreto, aconteceu a primeira comemoração dedicada ao profissional da educação, o professor, na cidade de São Paulo.
No ano de 1963, a data foi oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682. “Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.
Desejo a todos os educadores do Brasil, um excelente Dia dos Professores. Que esta função, tão importante para o nosso crescimento pessoal e profissional, seja respeitada e valorizada como merece.
Mas você sabe porque foi escolhida esta data?
Primeiramente, o dia 15 de outubro de 1827 – dia consagrado à educadora Santa Teresa de Ávila – , o então Imperador do Brasil, Dom Pedro I, baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Porém, somente em 1947, 120 anos após o decreto, aconteceu a primeira comemoração dedicada ao profissional da educação, o professor, na cidade de São Paulo.
No ano de 1963, a data foi oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682. “Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.
Desejo a todos os educadores do Brasil, um excelente Dia dos Professores. Que esta função, tão importante para o nosso crescimento pessoal e profissional, seja respeitada e valorizada como merece.
Tem gente que faz chip
Tem gente que faz site
Tem gente que faz gente que faz chip, que faz site
Tem gente que faz banco
Tem gente que faz banca
Tem gente que faz gente que faz banco, que faz banca
Tem gente que faz vida
Tem gente que faz sonho
Tem gente que faz gente que faz vida, que faz sonho
Meus parabéns à essa "Gente que faz gente" !
Tem gente que faz site
Tem gente que faz gente que faz chip, que faz site
Tem gente que faz banco
Tem gente que faz banca
Tem gente que faz gente que faz banco, que faz banca
Tem gente que faz vida
Tem gente que faz sonho
Tem gente que faz gente que faz vida, que faz sonho
Meus parabéns à essa "Gente que faz gente" !

Cumprimentando a todos que cotidianamente estão na luta por um mundo melhor.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
domingo, 29 de setembro de 2013
Clariceando
"Mas existe um grande, o maior obstáculo para eu ir adiante: eu mesma. Tenho sido a maior dificuldade no meu caminho." Clarice Lispector in: A cidade sitiada
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
VEREI A PRIMAVERA se encaminhar com o seu chapéu de
palha e o seu róseo vestido
Pelas ruas amigas, perto da casa em que mora.
Verei o teu rosto se tingir com a poeira dos ocasos
E tuas mãos morenas se balançarem tênues sob a água das cascatas
Longe das ingratidões, das lutas, dos equívocos de todo dia.
Os cisnes se confiarão como nos tempos calmos.
As violetas distantes sorrirão com as terras úmidas e grávidas.
Os pássaros, os ninhos vão cantar!
Verei chegar o teu vestido e te confundirei com a Primavera.
Seguirei com a Primavera pelas ruas.
Os circos vão pousar como pássaros enormes.
Primavera! Primavera!
O amor vai renascer nos campos
E as amadas dormirão cobertas pelos azuis sem fim.
Augusto Frederico Schmidt In: UM SÉCULO DE POESIA
sábado, 21 de setembro de 2013
Um dia. Um só dia ao menos pra abstrair da rotina que nos ronda, blindar nossa força e calibrar nossa coragem de ser feliz em todos os outros. Comecemos por hoje?"
Yohana Sanfer
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Quintanares
"Preste
atenção, o mundo não é cruel. Claro, tem muita gente má, mas tem
milhares de almas lindas e limpinhas por aí. Almas que acolhem almas,
que cuidam, que alimentam a vida da gente de forma doce, suave. Acredite
na doçura das pessoas, seja verdadeiro, ame com garra, tenha compaixão
daqueles que respiram ódio e transpiram ingratidão.." Ju Fuzettoterça-feira, 10 de setembro de 2013
Arnaldo Jabor
Há um nome que nos estremece,
como quando se corta a flor
e a árvore se torce e padece.
Há um nome que alguém pronuncia
sem qualquer alegria ou dor,
e que em nós, é dor e alegria.
Um nome que brilha e que passa,
que nos corta em puro esplendor,
que nos deixa em cinza e desgraça.
Nele se acaba a nossa vida,
porque é o nome total do amor
em forma obscura e dolorida.
Há um nome levado no vento.
Palavra. Pequeno rumor
entre a eternidade e o momento.
Cecília Meireles
como quando se corta a flor
e a árvore se torce e padece.
Há um nome que alguém pronuncia
sem qualquer alegria ou dor,
e que em nós, é dor e alegria.
Um nome que brilha e que passa,
que nos corta em puro esplendor,
que nos deixa em cinza e desgraça.
Nele se acaba a nossa vida,
porque é o nome total do amor
em forma obscura e dolorida.
Há um nome levado no vento.
Palavra. Pequeno rumor
entre a eternidade e o momento.
Cecília Meireles
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
"oxalá estejam limpasas roupas brancas de sexta
as roupas brancas da cesta
oxalá teu dia de festa
cesta cheia
feito uma lua
toda feita de lua cheia
no branco
lindo
teu amor
teu ódio
tremeluzindo
se manifesta
tua pompa
tanta festa
tanta roupa
na cesta
cheia
de sexta
oxalá estejam limpas
as roupas brancas de sexta
oxalá teu dia de festa"
Paulo Leminsky...
domingo, 1 de setembro de 2013
Quintanares
"Pensam que estou dormindo. Mas, do meu velívolo,
eu avisto a cidade.
Em cada janela acesa (umas poucas)
um poeta, noite alta, poetando...
Tu dirás que imagino as coisas loucas!
Mas era assim nos tempos da primeira mocidade...Pouso
lá na torre da igreja.
Imobilizo-me.
Vês?
(ou estarei apenas sonhando que faço um poema?)"
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